TSE determina que Meta trate Lula e Flávio Bolsonaro com isonomia a partir de agora

Decisão decorre de falhas técnicas admitidas pela empresa em ferramentas de IA que coincidiram com relatos de alcance desigual entre campanhas

Hoje, 18:37

Um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu nesta semana uma ordem prospectiva exigindo que a Meta garanta isonomia entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro e suspenda medidas que reduzam alcance ou favoreçam recomendações, aplicando multa diária em caso de descumprimento.

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A Meta negou publicamente viés político, informou ao TSE que corrigiu múltiplos incidentes técnicos, incluindo uma “lacuna” em IA que bloqueava alguns prompts com nomes de candidatos, e disse que as falhas explicam, mas não refletem, manipulação deliberada.

A campanha de Lula apresentou ações ao TSE e ao órgão de proteção de dados alegando que suas publicações e ferramentas de anúncios foram restringidas, e organizações da sociedade civil enviaram carta pedindo a organismos da ONU e da Organização dos Estados Americanos monitoramento das big techs durante a eleição.

Auditorias independentes e mensagens internas vazadas, reportadas pela imprensa brasileira, documentaram amplificação anômala de perfis de direita e discussão entre funcionários sobre erros que afetaram contas de Lula, com relatório do Sleeping Giants Brasil destacando visualizações incomumente altas no Instagram para figuras aliadas.

A disputa aumenta a pressão por fiscalização e possível regulação das plataformas no Brasil, mas a ordem do TSE tem efeito prospectivo: eventuais sanções por conduta passada dependerão de decisões separadas e de prova técnica sobre intenção ou viés algorítmico deliberado.

Resumo produzido a partir de 9 fontes · Powered by Anchooor
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