Campanha de Lula acusa Meta no TSE por reduzir alcance e pede restauração antes do segundo turno
Petição afirma que algoritmos e limites de IA teriam prejudicado posts de Lula e favorecido contas pró-Bolsonaro; TSE pode ordenar correções antes de 25 de outubro.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou denúncia formal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quinta-feira, 15 de outubro, alegando que a Meta aplicou vieses algorítmicos e restrições discriminatórias de inteligência artificial que reduziram o alcance orgânico de conteúdos de Lula enquanto ampliavam contas pró‑Bolsonaro.
A petição descreve problemas concretos de entrega: publicações aparecendo sem botão de compartilhamento, stories que bloquearam reações ou rodavam sem áudio, e afirmações de que a IA da Meta no WhatsApp se recusou a gerar imagens de Lula enquanto permitia imagens favoráveis a Bolsonaro.
A Meta disse ao tribunal que rejeita as acusações de viés, que falhas técnicas afetaram contas além do Brasil e que está cumprindo as regras eleitorais brasileiras, oferecendo acesso igualitário à plataforma.
Reportagem da Folha publicada em 16 de outubro e repercutida por outros veículos afirmou que mensagens internas da Meta reconheceram restrições às contas de Lula no Instagram e recomendaram perfis ligados a Bolsonaro. Um ministro do TSE já determinou que as plataformas não podem limitar injustificadamente conteúdo político durante o segundo turno.
A disputa é relevante porque a eleição está acirrada após o primeiro turno de 4 de outubro, e a campanha busca medidas imediatas e atípicas, como uma ordem judicial para aumentar o alcance de Lula. O TSE tem autoridade para exigir correções nas plataformas e aplicar sanções que podem mudar a exposição de eleitores antes de 25 de outubro.