Disputa acirrada: Lula e Flávio intensificam campanhas no Sudeste nas 48 horas finais
Pesquisas mistas, mercados de aposta e desânimo entre eleitores tornam a mobilização e a abstenção fatores decisivos.
A pesquisa Datafolha do fim de setembro, divulgada em 2 de outubro, mostrou vantagem estreita de Lula no primeiro turno, com cerca de 42% contra 38% de Flávio Bolsonaro, e melhoria de Lula entre católicos, mulheres e eleitores com 60 anos ou mais.
As duas campanhas concentraram as operações de rua finais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, considerados o prêmio decisivo. Flávio agendou uma tournée de 48 horas em que divide palcos com aliados como Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas, e adotou um tom mais moderado para segurar o eleitorado de direita.
A campanha de Lula emitiu uma ordem de mobilização de Edinho Silva por “presença total” nas últimas 48 horas e exibiu um último comercial que liga diretamente Flávio a Daniel Vorcaro e a figuras de milícia, parte de uma estratégia negativa agressiva de encerramento.
Os sinais sobre quem é favorito são mistos: o mercado de apostas Polymarket mostrou liderança de Flávio que se estreitou nos últimos dias, e o acompanhamento interno do PT reportou estabilidade nos números de Lula apesar de polêmicas e medidas de governo recentes.
Pesquisas independentes apontam alto desânimo e incerteza sobre ida às urnas, e as campanhas têm mirado grupos com maior propensão à abstenção — notadamente eleitores com 70 anos ou mais, para quem o voto é facultativo e que estão sendo incentivados a tratar o voto como prova de vida — fazendo da mobilização a variável-chave que pode decidir o resultado.