Votação no Brasil fica virtualmente empatada; segundo turno em 25 de outubro ganha força
Pesquisas apertadas apontam para disputa que definirá política na Amazônia, confiança dos investidores e relação com os Estados Unidos
Pesquisas do Datafolha e de outras institutos divulgadas esta semana mostram Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro separados por apenas alguns pontos, tornando esperado um segundo turno em 25 de outubro.
O debate final televisivo planejado foi cancelado depois que ambos os favoritos recusaram participar, com a TV Globo citando decisões eleitorais e do Supremo Tribunal Federal que criaram incerteza jurídica para a transmissão.
Um alarme de bomba em uma mochila próximo ao Supremo Tribunal Federal levou à prisão de uma pessoa e a uma revista que encontrou apenas objetos pessoais; o episódio aumentou as preocupações sobre segurança e tensões políticas às vésperas da votação.
Investigações em andamento relacionadas ao caso Banco Master/Daniel Vorcaro ligaram o financiamento de campanha a aliados de Bolsonaro, incluindo pagamentos vinculados ao longa 'Dark Horse', e as apurações seguem ativas na reta final do pleito.
Eleitores avaliam questões cotidianas, como crime, endividamento das famílias e inflação, ao mesmo tempo em que enfrentam escolhas de alto risco sobre a proteção da Amazônia e o alinhamento internacional — desfechos que mercados e parceiros estrangeiros acompanham de perto.