Von der Leyen propõe Canadá como primeiro “membro associado” da UE e lança aliança
Proposta cria novos caminhos legais e de financiamento para aprofundar cooperação em tecnologia, minerais críticos, defesa e apoio à Ucrânia antes da cúpula em Montreal.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse em seu discurso do Estado da União que quer transformar o Canadá no primeiro “membro associado” da União Europeia e lançou a chamada “Aliança para o Futuro” para estreitar laços em comércio, tecnologia, defesa e cooperação no Ártico.
O gabinete de von der Leyen reverteu um plano anterior de deixar Strasbourg: ela permaneceu para ouvir o discurso do primeiro‑ministro canadense Mark Carney depois de uma mudança de agenda de última hora que gerou críticas de eurodeputados e atendeu a um pedido de Ottawa.
Bruxelas e Ottawa abriram negociações sobre medidas concretas, entre elas apoio do Banco Europeu de Investimento a projetos canadenses de minerais críticos, um acordo de comércio digital até o fim do ano, ligações em compras de defesa, fornecimento de GNL e ampliação da mobilidade estudantil e laboral.
A ideia de “membro associado” não tem forma legal existente e exigiria novos mecanismos e aprovação política unânime dos Estados‑membros da UE. O acordo comercial CETA, assinado há nove anos, continua parcialmente sem ratificação em vários países.
O próximo teste será a cúpula UE‑Canadá em 29 e 30 de outubro, em Montreal, onde autoridades esperam transformar a intenção política em acordos vinculantes e esclarecer se o Canadá contribuirá para o pacote de apoio à Ucrânia de €90 bilhões.