TRON passa a concentrar a maior parte das transferências on‑chain de stablecoins em dólar
Rede de alta capacidade e taxas baixas agora canaliza grande parte do fluxo — e concentra também liquidez, receitas e riscos regulatórios
Dados de meados de outubro de 2026, combinando o relatório do TRON para o 3º trimestre e dados de market trackers, mostram o mercado total de stablecoins em cerca de US$300,3 bilhões, com TRON abrigando cerca de 31% da oferta e o Ethereum mantendo cerca de 54,1%.
Em setembro e no 3º trimestre de 2026, a TRON processou aproximadamente 73% do volume de transferências de stablecoins, mudança impulsionada principalmente pela migração do USDT da Tether para a TRON — hoje cerca de metade do USDT global está nessa rede.
No lado de receitas, o DefiLlama reportou que a TRON gerou cerca de US$23,4 milhões em taxas de cadeia em um período de 30 dias, e a TRON DAO registrou US$82,7 milhões em taxas de protocolo no 3º trimestre. A rede liquidou cerca de US$2,21 trilhões em valor de stablecoins no período.
A alteração concentra a infraestrutura on‑chain: com USDT e USDC representando cerca de 85% da oferta e grande parte desse volume roteado pela TRON, observadores advertiram para maior exposição a emissores, monitoramento e riscos regulatórios.
A implicação mais ampla é que o desenho da rede e as portas de entrada institucionais (on‑ramps) influenciam para onde flui a liquidez em dólar. Reguladores, custodiante e exchanges terão papel decisivo para determinar se essa redistribuição será duradoura ou se será revertida nos próximos trimestres.