Tribunais agem para garantir acesso à votação e conter conteúdo falso antes do 2º turno em 25 de outubro
TSE e órgãos de Justiça corrigiram dados de locais de votação, determinaram remoção de posts ilegais e pressionam por transporte gratuito a eleitores para resguardar o pleito
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, esclareceu na terça‑feira que o tribunal eleitoral não decide mudanças de locais de votação e afirmou que revisão atualizada mostra que as alterações para o segundo turno são cerca de 94% menores do que em 2022.
O sistema ELO usado pela Justiça Eleitoral manteve inicialmente registros de transferências anteriores, o que inflou as contagens iniciais, e por isso o TSE pediu aos 27 tribunais regionais eleitorais que enviassem formulários atualizados para corrigir discrepâncias.
A Defensoria Pública da União pediu ao Supremo Tribunal Federal que obrigue estados e municípios a fornecer transporte gratuito no dia da eleição depois que cerca de 78 municípios declararam que não o fariam. Um juiz do TRE negou o pedido da Univaja por transporte fluvial gratuito para eleitores indígenas do Vale do Javari, decisão que foi criticada pela COIAB.
A campanha de Lula apresentou ao TSE uma representação alegando que as plataformas Meta e X deram distribuição desigual a conteúdos favoráveis a Flávio Bolsonaro, e o presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a suspensão de 20 postagens ilegais em redes sociais e proibiu certos políticos de repostá‑las.
A pressão institucional aumentou: o Ministério Público do Trabalho registrou alta em casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho e abriu investigação sobre uma suposta intimidação em uma padaria de Cuiabá; além disso, mais de 600 ex‑juízes e advogados publicaram um manifesto em defesa das instituições democráticas, e o presidente do STF, Edson Fachin, alertou que democracias podem ser corroídas internamente.