Terapia gênica com óculos restaurou visão limitada em parte dos pacientes com retinite pigmentosa
Ensaio inicial mostrou células retinianas tratadas respondendo a óculos âmbar; método é independente da mutação, mas precisa melhorar o aparelho e ser testado em estudos maiores.
Um estudo publicado no New England Journal of Medicine informou que sete de 10 participantes tiveram sensibilidade à luz mensurável após receberem uma injeção de AAV com o gene ChrimsonR no olho de pior visão.
Quando usaram óculos com câmera e filtro âmbar que convertem imagens em pulsações de luz, quatro dos oito participantes que completaram testes comportamentais conseguiram detectar ou localizar objetos, encontrar portas ou seguir uma linha enquanto usavam o dispositivo.
Registros neurais mostraram respostas no córtex visual em alguns pacientes usando os óculos, indicando que células ganglionares retinianas tratadas transmitiram sinais ao cérebro.
A maioria dos eventos adversos foi leve ou moderada, incluindo inflamação temporária e elevações breves da pressão intraocular; houve um evento grave transitório — uma oclusão breve da artéria central da retina após a injeção — que se resolveu rapidamente.
Os autores observam que a abordagem só funciona se as células ganglionares retinianas e o nervo óptico ainda estiverem viáveis, depende de treinamento dos pacientes para melhorar a função e exigirá aperfeiçoamentos do dispositivo e ensaios maiores e mais longos antes que possa oferecer visão de maior resolução, como leitura ou reconhecimento facial.