Crítica dividida para Klara and the Sun; Waititi vai transformar trecho cortado em série sobre 'robôs fora de controle'
Filme de 116 minutos é elogiado por Jenna Ortega, mas acusado de comprimir o romance de Kazuo Ishiguro; diretor cortou cena com 'rogue robots' e quer desenvolvê‑la na TV
Críticas publicadas na quinta‑feira deram resposta mista a negativa ao filme Klara and the Sun, de Taika Waititi: a interpretação de Jenna Ortega como o robô Klara recebeu elogios repetidos, enquanto muitos críticos apontaram tom sentimental excessivo e oscilações de ritmo.
Os revisores afirmaram que os 116 minutos comprimem o romance de Kazuo Ishiguro e subexploram subtramas sobre o procedimento genético chamado 'lifting', as divisões de classe e o luto — fatores que, segundo muitos, deixaram a história sobrecarregada.
Waititi disse a jornalistas que escreveu e filmou uma sequência em que Klara encontra um grupo de robôs rejeitados, chamados de 'rogue robots', que ele planejava interpretar; essa cena foi cortada do longa‑metragem. O diretor confirmou a intenção de adaptar esse material para uma série de televisão.
Observadores e críticos sugeriram que o material excisado e a proposta de uma série explicam por que algumas linhas narrativas soaram apertadas, e que um formato mais longo poderia desenvolver melhor as questões morais e sociais do livro.
O filme concluiu sua passagem por festivais antes da estreia ampla; as primeiras notas em agregadores e a reação crítica dividida agora são acompanhadas como possíveis influências no desempenho de bilheteria na semana de abertura e no debate sobre inteligência artificial na cultura popular.