Tensão no Golfo empurra petróleo acima de US$110 e abala mercados globais
EUA ordenaram retirada de funcionários não essenciais de sua embaixada na Arábia Saudita após novos ataques houthis; investidores buscaram ativos mais seguros e custos de empréstimos subiram.
Os Estados Unidos mandaram que funcionários não essenciais da embaixada e suas famílias deixem a Arábia Saudita, e novos ataques dos houthis fizeram o Brent superar US$110–US$112 por barril, provocando forte aversão a risco nos mercados globais.
Lucros robustos da SpaceX e da Super Micro chegaram a impulsionar ações ligadas a IA, mas relatórios mistos de Tesla, Meta e Netflix sobre gastos e financiamento reacenderam dúvidas sobre o custo e a forma de bancar grandes projetos de IA.
As ações asiáticas caíram fortemente nesta quinta-feira. O CSI 300, da China, entrou em território de baixa (bear market) e os principais índices da região registraram perdas acentuadas, com ações de tecnologia e de semicondutores na dianteira do movimento de venda.
Nos mercados de dívida soberana houve fuga para títulos considerados mais seguros e volatilidade nos rendimentos: o Treasury de 10 anos dos EUA oscilou na faixa de 5,08%–5,12%, enquanto o rendimento de 10 anos da França subiu em direção a 5%, comprimindo o prêmio de risco europeu em relação ao Bund alemão.
O petróleo mais caro e a volatilidade global elevam riscos de inflação e de aumento do custo das importações para países importadores de petróleo, como a Índia — cuja bolsa abriu em forte queda — e podem influenciar decisões de política monetária e fiscal nas próximas semanas.