Vacina personalizada de mRNA reduz risco de recidiva em melanoma em 42% em estudo fase 3
Resultados de dois anos divulgados em 22 de outubro mostram queda na recidiva e em metástase distante; sobrevida global ainda imatura
Moderna e Merck divulgaram em detalhes os resultados de dois anos do ensaio INTerpath-001, mostrando que intismeran associado ao Keytruda (pembrolizumabe) reduziu em 42% o risco combinado de recidiva do melanoma ou morte em comparação com Keytruda isolado.
O estudo também atingiu o principal desfecho secundário: houve 38% menos risco de metástase distante ou morte. As taxas de sobrevivência livre de recidiva em dois anos foram de cerca de 82% no grupo da vacina e 70% no grupo placebo.
Os dados de sobrevida global ainda não são maduros; as empresas afirmaram que vão continuar o acompanhamento e dialogar com reguladores para definir caminhos de aprovação e as evidências necessárias.
O ensaio registrou altas taxas de eventos adversos relacionados ao tratamento, e os resultados levantam questões sobre o tempo de fabricação, escala e custo de uma vacina personalizada, produzida separadamente para cada paciente.
A divulgação completa dos dados ocorreu mais cedo do que o previsto depois de um vazamento de informações que levou a um release integral e a forte queda nas ações da Moderna. O Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) disse que buscará uma iniciativa nacional público-privada para acelerar pesquisas sobre vacinas personalizadas contra o câncer.