STF determina investigação da PF sobre estátua de Aparecida decapitada e TSE mantém retirada de postagens

Ações ocorrem após relatos de ataques a imagens religiosas ligados a alegações virais que associavam candidato à Presidência a proposta que ele nega.

30 de setembro, 22:53

Uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada sem a cabeça na Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá, na sexta-feira, 25, e fotos do dano foram amplamente compartilhadas online.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino determinou que a Polícia Federal apure o caso de Cuiabá e uma série de relatos de ataques a imagens religiosas em vários estados, citando a necessidade de uma investigação coordenada.

O Tribunal Superior Eleitoral, na quarta-feira, manteve a decisão de André Mendonça que determinou a remoção de postagens que apresentavam como fato a afirmação de que o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pretendia retirar da santa o título de padroeira, enquanto alguns ministros divergiram sobre o alcance da medida.

Autoridades religiosas e parlamentares condenaram o vandalismo, e o deputado Chico Alencar apresentou o projeto de lei PL 5.483/2026 para registrar práticas ligadas a Aparecida como patrimônio cultural imaterial nacional em resposta à controvérsia.

Nossa Senhora Aparecida é protegida pela Lei Federal nº 6.802 de 1980 e tem longa história de devoção pública e de ataques e restaurações passadas, o que ajuda a explicar por que danos a imagens rapidamente provocam reações jurídicas, políticas e sociais.

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