Debate da Globo e ações legais aumentam pressão sobre o TSE no último dia antes do segundo turno

Recorde de petições eleitorais sobrecarrega o tribunal e eleva risco de decisões conflitantes que podem influenciar disputas pós‑voto.

Hoje, 12:19

O último confronto televisionado entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro ocorreu na sexta‑feira à noite na TV Globo e teve ataques pessoais contundentes, checagens frequentes de fatos e Lula citando o caso Ana Clara para pressionar Flávio sobre seu histórico.

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A campanha de Flávio Bolsonaro entrou com uma representação formal na sexta acusando Lula de uso eleitoral da rádio estatal Rádio Nacional e pedindo ao corregedor eleitoral que investigue dirigentes da EBC e busque a cassação do registro de Lula.

Ministros do TSE têm alertado publicamente sobre a onda de ajuizamentos: a ministra Estela Aranha disse que seu gabinete vem tratando de 40 a 50 processos por dia, e o presidente Kassio Nunes Marques relatou um aumento de mais de 200% nas representações pós‑primeiro turno em comparação com 2022.

No sábado, as duas campanhas mobilizaram eleitores nos colégios eleitorais do Sudeste — Lula fez caminhadas na orla de Copacabana e na Avenida Paulista, enquanto Flávio realizou atos em Belo Horizonte e na região do Rio de Janeiro —, com pesquisas indicando empate técnico.

O aumento de reclamações judiciais, a forte mobilização em redes sociais por canais como o “Exército do Lula” e um Congresso fragmentado indicam que a disputa imediata será definida nas ruas e nos tribunais, e obrigarão o vencedor a formar ampla coalizão.

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