Senado deve votar PEC que acaba com escala 6x1 e reduz jornada para 40 horas; Flávio Bolsonaro muda posição

Decisão tardia de Flávio e liberação do PL aumentam chance de o tema virar vantagem eleitoral para Lula

Hoje, 18:55

O Senado estava previsto para analisar a PEC 221/2019 na quarta‑feira, 14 de outubro de 2026, proposta de emenda constitucional que reduziria a jornada padrão de 44 para 40 horas semanais, limitaría as jornadas diárias a oito horas e garantiria dois dias semanais de descanso remunerado.

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O senador e pré‑candidato à Presidência Flávio Bolsonaro anunciou, já na terça‑feira à noite, que votaria a favor da emenda, e seu partido, o PL, liberou os parlamentares para votarem livremente, reduzindo a oposição organizada antes da votação.

Dados de redes sociais e de busca mostraram grande engajamento público nos dias anteriores à sessão: o DSC Lab registrou cerca de 20.433 publicações públicas e 892,5 milhões de visualizações, com 96% de apoio declarado; o Instituto Democracia em Xeque contabilizou aproximadamente 733.600 publicações e 7,8 milhões de interações entre 13 e 14 de outubro.

O debate digital foi dominado por atores de esquerda, que enquadraram a mudança como uma vitória dos direitos trabalhistas e um tema de campanha para Lula, enquanto críticos de direita alertaram para aumento de custos aos empregadores e oportunismo eleitoral; as métricas citadas mostram menções mais negativas a Flávio e mais positivas a Lula.

A aprovação final ainda exige quórum qualificado de 49 votos em cada uma das duas votações no Senado, e os senadores analisavam um calendário especial para realizar as duas votações no mesmo dia, permanecendo incerteza sobre se a proposta alcançará o patamar constitucional antes do segundo turno das eleições.

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