Segunda onda de ataques cibernéticos altera temperatura de freezers em redes europeias
Lojas na Bélgica, Suécia, Luxemburgo, Irlanda e Estônia registraram equipamentos programados para cerca de 50°C; investigação envolve agências nacionais e parceiros internacionais.
Dezenas de supermercados na Bélgica, Suécia, Luxemburgo, Irlanda e Estônia relataram na segunda‑feira incidentes de TI que deixaram freezers e refrigeradores com temperatura ajustada para cerca de 50°C, obrigando comerciantes a descartar produtos refrigerados e congelados.
Investigadores ligaram essa nova onda ao mesmo risco de tecnologia operacional exposto em meados de outubro, quando hackers assumiram o controle de refrigeração em centenas de supermercados na França, causando perdas de alimentos e vários incêndios.
Agências nacionais de cibersegurança na França, Bélgica e Suécia investigam o caso; o Ministério Público de Paris e a ANSSI coordenam com parceiros internacionais, e o DCIS do Pentágono conduz uma apuração sobre falhas semelhantes em comissarias militares dos EUA em agosto.
Autoridades e pesquisadores dizem que os atacantes exploraram funções de gerenciamento remoto em controladores conectados à internet, fabricados por fornecedores como Danfoss, Copeland e Dixell, que rodavam firmware desatualizado e foram colocados em modo de descongelamento contínuo.
Os incidentes causaram perdas irreversíveis de alimentos, incêndios locais e danos estimados em dezenas de milhões de dólares, e têm forçado correções custosas ao longo da cadeia de abastecimento: atualizações de firmware, isolamento de redes, acesso remoto seguro ou substituição de hardware.