Relatório preliminar aponta falhas de piloto e da torre no estouro de pista de cargueiro da Amazon em Miami
Avião da 21 Air ultrapassou cerca de 1.200 pés além da pista; falta de aviso de vento pela torre e não acionamento de recursos de frenagem são destacados enquanto investigações de engenharia continuam.
Um Boeing 767 cargueiro operado pela 21 Air para a Amazon ultrapassou a pista 30 do Aeroporto Internacional de Miami em 6 de setembro, percorreu cerca de 1.200 pés além do pavimento e atingiu uma van e um SUV, matando cinco trabalhadores em solo.
Dados de voo mostram uma aproximação longa e rápida: a aeronave cruzou o limiar a cerca de 177 nós e tocou o solo aproximadamente 3.750 pés adiante da cabeceira, a cerca de 160 nós, reduzindo a distância disponível para frenagem.
Os gravadores a bordo indicam que o primeiro‑oficial alertou repetidamente que a aeronave estava rápida, e o comandante só pediu arremetida cerca de 15 segundos antes do fim da gravação após o toque.
Investigadores não registraram uso de speed brakes (dispositivos aerodinâmicos) nem de reversores de empuxo, e notaram que a torre de Miami não informou direção e velocidade do vento ao voo — informação que, segundo orientações da FAA, deve ser declarada quando há componente de vento de cauda.
A Amazon suspendeu voos com a 21 Air; a investigação do NTSB segue ativa e serão divulgados estudos de desempenho de engenharia. O relatório preliminar levantou questionamentos sobre supervisão de contratados, proteções nas cabeceiras de pista e deve influenciar processos judiciais das famílias das vítimas.