Relatório do Cimi constata forte aumento da violência e de mortes de crianças entre os povos indígenas do Brasil

Dados de organizações da sociedade civil ligam o aumento à paralisação das demarcações de terras, à mineração ilegal, à disputa do Marco Temporal, às respostas lentas do Estado.

Hoje, 04:17

O relatório do Cimi publicado em 13 de agosto de 2026 diz que 258 indígenas foram mortos em 2025, um aumento de 22% em relação a 2024, com Roraima, Amazonas e Mato Grosso do Sul registrando o maior número de mortes.

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O estudo registra 1.276 ataques a propriedades indígenas em 2025 e atribui a maioria dos casos à omissão do governo na regularização fundiária, observando que 897 de 1.443 terras e reivindicações indígenas estavam pendentes de medidas administrativas e 582 não tinham medidas iniciadas.

A mortalidade infantil subiu para 1.024 óbitos de crianças de até quatro anos em 2025, dos quais 586 (57%) foram por causas evitáveis, como gripe, pneumonia, infecções intestinais e desnutrição, apontando para lacunas em água, saneamento e assistência à saúde.

O Cimi contabilizou 215 suicídios indígenas em 2025 concentrados entre jovens e identificou garimpo ilegal, desmatamento e invasões recorrentes como vetores de violência e contaminação ambiental que agravam a saúde das comunidades.

O governo federal divulgou uma nota destacando homologações, portarias e desintrusões recentes, mas permanecem disputas sobre números-chave — especialmente registros de povos isolados — e analistas alertam que o impasse jurídico do marco temporal e a lenta demarcação podem prolongar os riscos às comunidades.

Resumo produzido a partir de 5 fontes em 3 veículos · Powered by Anchooor
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