Presidente do TSE condiciona volta do canal 'Exército do Lula' a registro e monitoramento
Decisão ocorre após sequência de decisões conflitantes; obriga WhatsApp e campanha a rastrear conteúdo e impõe novas responsabilidades às plataformas antes do segundo turno em 25 de outubro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convocou representantes da campanha na terça-feira e determinou que a campanha de Lula registre o canal de WhatsApp 'Exército do Lula' no TSE em 48 horas para que o grupo permaneça ativo.
A unidade de enfrentamento à desinformação do tribunal informou que não identificou novas alegações falsas no canal, mas alertou que o envio massivo de mensagens sem monitoramento representa riscos eleitorais.
Ordens separadas do TSE, proferidas pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, obrigaram Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e contas aliadas a remover um vídeo que usava imagens do Chile e foi apresentado falsamente como se tivesse sido gravado na manifestação na Paulista.
Uma sequência rápida de decisões gerou uma 'guerra de decisões': Nunes Marques chegou a suspender o canal, o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva restaurou sua atividade e vários ministros criticaram publicamente a condução do caso, acusando-a de favorecer um dos lados.
O tema ainda pode ser reavaliado pelo plenário do TSE e pode exigir cooperação da Meta/WhatsApp para preservação de provas, remoção de conteúdo ou aplicação de multas, com efeitos diretos no alcance das campanhas e na exposição dos eleitores nas duas semanas finais antes do segundo turno.