PF diz que Lulinha tinha relação econômica com lobista em investigação sobre canabidiol
Representação ao STF afirma que filho de Lula manteve sociedade oculta ligada a negócios de canabidiol; disputa por foro e pedidos de trancamento estão em curso
A Polícia Federal, em representação obtida por veículos de imprensa nesta semana, afirma que Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) manteve uma “comunhão de interesses econômicos” com a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a PF, Lulinha, Roberta e Fernando Bittar teriam uma parceria oculta para buscar vendas de canabidiol ao Ministério da Saúde.
A peça da PF levou o Supremo Tribunal Federal a abrir inquéritos contra Lulinha. Advogados de Roberta pediram ao ministro André Mendonça o trancamento de um dos inquéritos. A Procuradoria‑Geral da República, por sua vez, pediu a remessa dos casos do STF para a primeira instância, gerando disputa ativa sobre o foro e a admissibilidade das provas.
Conselheiros de campanha do presidente Lula adotaram medidas internas de controle de danos; entre as recomendações esteve a saída de Swedenberger Barbosa do gabinete presidencial, por receio de que um acordo de colaboração de Roberta aumente o risco político para a tentativa de reeleição.
Lulinha também ingressou com ações cíveis e eleitorais para obrigar a remoção de vídeos gerados por inteligência artificial postados por opositores que o vinculam às fraudes do INSS. Ele pede retiradas das publicações e danos modestos, após decisões judiciais anteriores terem dado respostas variadas a pedidos de remoção.
Monitoramento digital aponta alta abrupta na atenção online: Lulinha responde por cerca de 31% das menções nas redes sociais ao escândalo do INSS em 2026. A nova investigação da PF se soma a operações anteriores e a divulgações que o ligaram a pessoas envolvidas nas apurações sobre o INSS.