Petrobras identifica indícios de hidrocarbonetos em poço na Margem Equatorial
Empresa diz que são sinais técnicos iniciais; será preciso perfurar poços de delimitação e obter licenças antes de confirmar viabilidade comercial
A Petrobras informou na sexta-feira que registros elétricos de poço e amostras de rocha e lama do poço exploratório Morpho, no bloco FZA‑M‑59, apontaram hidrocarbonetos a cerca de 175 km da costa do Amapá, em aproximadamente 2.886 metros de lâmina d’água.
A própria Petrobras e os órgãos reguladores ressaltaram que se trata de uma indicação técnica inicial e não de uma descoberta comercial: serão necessários poços de delimitação e estudos para medir volumes, qualidade e pressão dos hidrocarbonetos.
A Petrobras detém 100% do bloco e planeja novo conjunto de perfurações dentro de um programa plurianual que, se a acumulação se mostrar comercial e se fossem obtidas as licenças, poderia levar a uma primeira produção em cerca de seis a sete anos.
As autoridades ambientais autorizaram até agora apenas pesquisa exploratória e exigiram medidas de mitigação no longo processo de licenciamento; cientistas e ONGs alertam para riscos a recifes, manguezais e à vida marinha na região próxima à foz do Amazonas.
Analistas dizem que, se a Margem Equatorial se mostrar comercial, a bacia pode ampliar de forma relevante as reservas e a segurança energética do Brasil, mas o cronograma, o aporte de investimentos e uma fiscalização rigorosa é que vão determinar os empregos locais, os impactos regionais e as implicações climáticas.