EUA avaliam reimpor sanções Magnitsky a Alexandre de Moraes
Medida direcionada sinalizaria preocupação norte‑americana com ações contra a imprensa e pode agravar tensão diplomática antes da eleição de outubro de 2026
Fontes múltiplas disseram no domingo que o governo dos EUA discutiu voltar a usar os poderes da Global Magnitsky para punir o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, mas não havia decisão formal ou anúncio.
A reavaliação relatada das sanções ocorreu após Moraes autorizar buscas relacionadas a reportagens do jornalista Luís Pablo e à exposição de uma fonte, ação que recebeu críticas da mídia brasileira e de políticos da oposição.
As ferramentas Magnitsky em consideração permitem aos EUA congelar ativos sob sua jurisdição, impedir que pessoas e empresas americanas negociem com alvos listados e restringir viagens de indivíduos nomeados.
Moraes já havia sido alvo de sanções Magnitsky em meados de 2025 e foi retirado da lista em dezembro de 2025 após negociações diplomáticas entre Washington e Brasília — histórico que torna qualquer novo movimento politicamente sensível.
Uma nova investida por sanções ocorreria num contexto de tensão bilateral crescente — com disputa sobre tarifas, entradas de enviados e protocolo de embaixadores — e pode influenciar a dinâmica da eleição brasileira de outubro de 2026 ao elevar as fricções entre os dois governos.