Pentágono proíbe pessoal militar e civil de apostar com informações não públicas

Memorando diz que padrões de negociação podem ser usados por serviços de inteligência estrangeiros para antecipar operações dos EUA

Hoje, 11:28

Um memorando de uma página, datado de 20 de outubro, determina que funcionários do Departamento de Defesa dos Estados Unidos não podem usar informações não públicas — classificadas ou não — para fazer apostas em mercados de previsão, citando as plataformas Polymarket e Kalshi e incluindo negociações feitas por terceiros.

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O documento avisa que quem violar a ordem pode sofrer ação administrativa, punição militar ou acusações criminais sob a lei federal ou o Código Uniforme de Justiça Militar (Uniform Code of Military Justice).

A diretriz ocorre depois de acusações federais, em abril, contra o sargento‑mestre do Exército Gannon Ken Van Dyke, que, segundo os promotores, usou acesso privilegiado para fazer apostas na Polymarket relacionadas a uma operação em janeiro que prendeu Nicolás Maduro e teria rendido cerca de US$400.000; Van Dyke declarou‑se inocente.

Autoridades do Pentágono dizem que a medida foi motivada por preocupações de segurança operacional: padrões de apostas podem ser agregados e correlacionados por serviços de inteligência estrangeiros para inferir o momento, os alvos ou o deslocamento de tropas.

A nova regra aumenta a vigilância sobre os mercados de previsão e pode levar a monitoramento mais rígido pelas plataformas e a mudanças nas regras de ética e negociação para militares e civis, que agora enfrentam riscos pessoais e profissionais claros ao fazer esse tipo de operação.

Resumo produzido a partir de 5 fontes · Powered by Anchooor
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