ONU condena ataques racistas a Coco Gauff após decisão de repetir ponto na China Open
Escritório de Direitos Humanos da ONU diz que abusos mostram ataque direcionado a atletas negras e pede ação conjunta de entidades esportivas e plataformas
Durante a partida contra Sun Xinran, em 5 de outubro, Coco Gauff parou o jogo ao notar uma placa de LED piscando; o árbitro de cadeira mandou revisar o lance por vídeo, o ponto foi repetido e Gauff venceu a partida por 7-5, 6-1.
Após a repetição do ponto, Gauff relatou grande volume de comentários racistas e mensagens diretas e publicou “I’m not a cheater or a thief” para rebater as ofensas.
O abuso teve efeitos visíveis: Gauff disse que o episódio a deixou exausta, perdeu a partida seguinte para Elise Mertens e retirou-se do Wuhan Open em 9 de outubro para descansar e se recuperar.
A WTA condenou os ataques e ofereceu apoio. Ex-jogadoras, como Chris Evert e Martina Navratilova, também defenderam Gauff publicamente e criticaram a reação online.
Em declaração de 10 de outubro, o escritório de Direitos Humanos da ONU destacou um problema mais amplo de abusos online contra jogadoras, citando monitoramento da WTA/World Tennis que encontrou mais de 12.000 publicações abusivas em 2025, e pediu regras mais claras sobre interrupções, moderação mais eficaz das plataformas e proteções mais fortes para atletas.