Nicolas Cage diz que recusou cláusula sobre IA e deve parar de trabalhar com a Amazon
Declaração pode levar a mudanças em contratos que regulam uso de IA para reproduzir a imagem ou voz de atores
Nicolas Cage afirmou no New York Comic Con, em 10 de outubro, que recusou assinar uma cláusula sobre inteligência artificial (IA) que a Prime Video pediu para a série Spider‑Noir e que ele “provavelmente” não vai mais trabalhar com a Amazon.
A Prime Video cancelou Spider‑Noir após uma temporada, em setembro; a decisão, segundo relatos, foi baseada em cálculos comerciais do serviço de streaming e não em qualquer conclusão pública sobre uso de IA na série.
Não há evidência pública verificada de que a Amazon tenha usado IA para recriar a aparência ou a voz de Cage em Spider‑Noir. A recusa de Cage diz respeito à sua posição contratual pessoal e não é prova de uso de IA.
Cage também disse que quer trabalhar mais com diretores mais jovens e sugeriu que pode fazer uma temporada de True Detective, da HBO — informação que a HBO não confirmou e que deve ser tratada como não verificada.
O episódio reforça uma disputa mais ampla na indústria sobre IA generativa e direitos dos artistas, após cláusulas em acordos recentes do SAG‑AFTRA e do WGA que impõem limites ao uso de IA por estúdios e exigem consentimento para uso da imagem ou da voz de intérpretes.