Meta lança Muse, agente de IA pessoal que pode pagar por usuários
Lançamento nos EUA coloca sob escrutínio a arquitetura de privacidade e o plano de assinaturas da empresa
Meta lançou Muse nos Estados Unidos nesta terça-feira: um agente de inteligência artificial pessoal que pode abrir navegadores, preencher formulários, enviar e‑mails, reservar viagens, negociar em nome do usuário e continuar trabalhando em segundo plano.
Cada instância do Muse opera em um espaço dedicado na nuvem chamado Muse Secure VM e é supervisionada por um monitor separado, o Sentinel, que, segundo a Meta, precisa aprovar qualquer solicitação à internet antes de o agente agir.
O Muse pode efetuar compras usando o Stripe Link, que gera números de cartão de uso único e inclui proteções de compra. A Meta prevê dois níveis pagos reportados em cerca de US$20 e US$100 por mês; a maior parte das funções continuará gratuita.
Postagens internas e reportagens da Reuters mostram que testes de funcionários deram resultados mistos: em alguns casos o agente completou tarefas úteis; em outros houve desconexões inexplicadas, falhas ao atualizar páginas e ao menos um episódio relatado em que houve exposição de fotos pessoais — apontando problemas concretos de confiabilidade e segurança.
O lançamento ocorre enquanto a Meta tenta recuperar liderança no campo de IA, e o produto enfrenta problemas de confiança por causa do histórico legal e de privacidade da empresa, incluindo um acordo multissetorial de US$18 bilhões. A Meta diz que oferecerá ainda neste ano uma Confidential VM mais robusta para dar aos usuários maior controle.