Documentário de quatro horas sobre Elon Musk estreia em Veneza
Diretor diz que concentração de poder de Musk em empresas, mídia e política ameaça normas democráticas
O documentário teve estreia mundial no Festival de Veneza na terça‑feira e recebeu uma longa ovação de pé, além de ampla cobertura da imprensa.
Alex Gibney montou o filme de quase quatro horas a partir de material de arquivo e entrevistas com ex‑parceiros, jornalistas e críticos para questionar a mitologia pública de Musk e classificá‑lo como um moderno “confidence man”.
Como Musk recusou participar, os cineastas usaram um avatar gerado por IA/CG que pronuncia declarações públicas de Musk após revisão legal — uma escolha que levanta novas questões éticas e jurídicas.
Participantes como Ashley St. Clair falaram publicamente em Veneza; St. Clair disse que recusou uma oferta de não divulgação de US$40 milhões para ficar em silêncio sobre o relacionamento e o envolvimento deles na política.
A distribuidora Bleecker Street lançará o filme em cinemas dos EUA em outubro, e a HBO exibirá uma edição mais longa em 2027 — uma programação que pode ampliar o escrutínio sobre as decisões corporativas de Musk, o uso de acordos de confidencialidade (NDAs) e sua influência sobre partidos de direita globalmente.