Chefe do transporte dos EUA pede que Ford rompa laços com empresas chinesas
Carta pública diz que vínculos da Ford com CATL, Geely e BYD representam risco à segurança nacional e à cadeia de abastecimento e podem levar ao endurecimento de regras pelo Congresso.
O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, enviou na terça-feira uma carta ao CEO da Ford, Jim Farley, pedindo que a montadora rompa ou reavalie suas relações comerciais com empresas chinesas porque elas despertam “profunda preocupação” em termos de segurança nacional.
A pasta citou especificamente o licenciamento pela Ford da tecnologia de baterias da CATL na fábrica de Marshall, Michigan; a joint venture de julho com a Geely que dará à Geely 34% da operadora da planta de Valencia a partir de 2027; e reportagens sobre conversas com a BYD sobre componentes híbridos.
Duffy também criticou o plano da Ford de continuar produzindo o Lincoln Nautilus na China até 2030 e apontou como problemático um quadro que Farley apresentou em janeiro que facilitaria joint ventures chinesas nos EUA.
A Ford respondeu em poucas horas, chamando a carta de uma “tentativa equivocada de buscar manchetes”, e ressaltou que é proprietária e controla a fábrica de Marshall, que fez grandes investimentos nos EUA e emprega trabalhadores locais.
A carta do Departamento de Transportes não propõe sanções e a pasta tem poderes limitados para forçar mudanças nas fontes de suprimento, por isso o caminho mais provável para restrições mais duras e regras de isenção sobre veículos fabricados na China é pelo Congresso, o que pode afetar empregos, cadeias de suprimento e a diplomacia entre EUA e China.