Malásia proíbe uso do Waze por servidores públicos devido a ligações com Israel
Autoridades dizem que incorporação israelense do app representa risco legal para dados de localização
O governo malaio emitiu uma diretriz proibindo servidores públicos de usar o Waze em serviço, após reunião do Comitê Nacional de Cibersegurança e uma carta datada de 20 de outubro. A medida vale para funções oficiais.
O primeiro‑ministro Anwar Ibrahim pediu à população que deixasse de usar o aplicativo e indicou o TuJu, um app de navegação da Malaysian Highway Authority, como alternativa local.
O Waze e a controladora Google negaram publicamente as acusações do governo, afirmando que seguem políticas rígidas de privacidade e não coletam informações governamentais sensíveis.
Após o anúncio, o TuJu teve um aumento de downloads e relatou interrupções técnicas e falta de alguns recursos enquanto ampliava a capacidade para atender à demanda.
Autoridades citaram pesquisas recentes sobre operações de anúncios e rastreamento vinculadas a Israel para justificar preocupações de soberania de dados. A posição do governo pode abrir caminho para regras mais amplas sobre aplicativos estrangeiros e afetar as opções de navegação do dia a dia na Malásia.