Macron acusa líderes estrangeiros de explorar os tumultos na França
Ele criticou compartilhamento de desinformação gerada por IA sobre os protestos de 17 de outubro; país prepara forte operação de segurança, medidas emergenciais de diesel e investigações legais.
Protestos de rua contra o custo de vida e mudanças na educação escalaram para saques e tumultos no fim de semana de 17 de outubro, resultando em cerca de 2.400–2.500 prisões e toque de recolher em áreas de grandes cidades.
Falando no Golfo, o presidente Emmanuel Macron disse que houve manipulação de informação por atores externos, citou imagens geradas por IA que, segundo ele, deturpam os eventos, e qualificou comentários de alguns líderes estrangeiros como "inaceitáveis" e "estúpidos", acrescentando "entre outros" quando questionado se se referia ao presidente Trump.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vincularam publicamente os distúrbios à imigração e ao extremismo islamista — enquadramento que Macron e seus ministros consideraram falso e politicamente motivado.
As autoridades francesas abriram inquéritos criminais e sobre conduta policial, proibiram pelo menos um protesto em Paris por motivos de segurança e anunciaram uma operação de segurança "massiva" para as manifestações já agendadas ainda esta semana, com o objetivo de evitar nova violência e saques.
Macron concluiu uma visita ao Golfo que garantiu entregas mensais adicionais de diesel pelos Emirados Árabes Unidos, com possíveis suprimentos do Bahrein e da Arábia Saudita — medida que, segundo Paris, aliviará apreensões sobre combustível, somando‑se às liberações do G7 e ajudando a reduzir uma das queixas econômicas que alimentaram os protestos.