Lula se aproxima de líderes evangélicos e recebe apoio público
Movimento busca neutralizar vantagem de Flávio Bolsonaro entre evangélicos, fortalecendo laços com igrejas e oferecendo colaboração em programas sociais.
Em 16 de setembro, Lula recebeu no Palácio do Planalto pastores do Brasil, dos Estados Unidos e de Cuba e obteve um apoio público da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito.
Em um encontro fechado de 25 minutos, o presidente usou linguagem cristã explícita, dizendo que havia invocado o "sangue de Cristo" para explicar o vermelho do PT e mencionando Jesus ao falar sobre sua barba.
Lula disse ao grupo que não fará campanha dentro de igrejas e descreveu os locais de culto como sagrados, frase que reiterou após o evento quando a Secom distribuiu seus comentários aos repórteres.
Propôs uma política de atendimento a idosos para 2027 que envolveria as igrejas na busca por idosos isolados, apresentando esse programa como parte concreta da aproximação com comunidades de fé.
Pesquisas recentes citadas na cobertura mostram os evangélicos inclinados a Flávio Bolsonaro — uma sondagem o colocou com 51% e Lula com 28% em um eventual segundo turno — o que explica por que o presidente tem intensificado o engajamento apesar de diferenças não resolvidas em questões sociais.