Lula protocola ação de cassação e pede medidas urgentes ao TSE às vésperas do segundo turno
Pedido requer compartilhamento de provas e quebra de sigilos, medida que pode sobrecarregar o sistema eleitoral antes da votação de domingo.
No último debate da TV Globo na sexta-feira, 23 de outubro, Lula e Flávio trocaram ataques pessoais e confrontos sobre políticas, com discussões sobre a crise de oxigênio em Manaus na pandemia e acusações mútuas direcionadas a eleitores indecisos.
Na sexta, a campanha de Lula protocolou uma ação de cassação no Tribunal Superior Eleitoral alegando financiamento irregular ligado ao filme Dark Horse e citando o banqueiro Daniel Vorcaro, mencionando uma negociação reportada de cerca de US$24 milhões e registros da Polícia Federal sobre sete transferências totalizando US$12,3 milhões para um fundo americano, Havengate.
O pedido solicita ao TSE a adoção de medidas urgentes, como o compartilhamento de provas da Polícia Federal e do Ministério Público, a quebra de sigilo bancário e fiscal e o rastreamento de transferências internacionais antes da votação de domingo.
Ministros do TSE vêm alertando para a sobrecarga de litígios eleitorais, com a ministra Estela Aranha dizendo que seu gabinete despacha cerca de 40 a 50 casos por dia — uma carga de trabalho que pode gerar gargalos processuais se petições de grande repercussão exigirem decisões rápidas.
As duas campanhas concentraram a mobilização de rua do último dia no sábado em estados-chave do Sudeste — Lula no Rio e em São Paulo e Flávio iniciando por Minas Gerais e depois no Rio — enquanto aliados anunciavam divulgações em redes sociais que podem influenciar a participação, os prazos judiciais e a barganha pós-eleição que seguirá o segundo turno de 25 de outubro.