Lula pede ao TSE que torne públicos oito anos de registros financeiros e telefônicos seus e de Flávio Bolsonaro

Ministro André Mendonça virou relator do pedido, um teste jurídico rápido que pode influenciar o que eleitores veem antes do segundo turno em 25 de outubro.

Hoje, 19:35

A campanha de Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral pedido para que sejam tornados públicos extratos bancários, declarações fiscais e registros telefônicos dos últimos oito anos de Lula, de parentes indicados e de empresas relacionadas, condicionando a divulgação à concordância de Flávio Bolsonaro em fazer o mesmo.

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O TSE sorteou o ministro André Mendonça como relator do pedido, o que colocou a questão em um rito acelerado que pode ser decidido antes do segundo turno em 25 de outubro.

Mendonça negou suspender um programa de campanha de Flávio Bolsonaro que usou imagens de um ato pró‑Lula e citou o PCC e o Hamas. Ele determinou, porém, uma correção técnica na identificação da vice na peça.

Separadamente, o corregedor do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, proibiu o deputado Nikolas Ferreira e o influenciador Pablo Marçal de republicarem conteúdo previamente vetado pelo tribunal, enquanto o grupo de Flávio mobiliza centenas de influenciadores com comandos coordenados de postagem.

As tensões jurídicas e de segurança aumentam: o Ministério Público do Trabalho abriu investigação sobre suposta pressão de autoridades de São Paulo para apoiar Flávio; André Janones foi internado com arritmia, mas está estável; e o jornalista Fred Bruno foi ferido em um tiroteio em uma boate ligado a um deputado estadual do PL.

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