Lula é reeleito; mercados despencam e ministros iniciam negociações fiscais
Temor com a elevada dívida pública leva governo a discutir limites de gastos, gatilhos e regras orçamentárias.
Luiz Inácio Lula da Silva venceu o segundo turno presidencial, resultado confirmado pela apuração oficial que lhe deu uma vitória nacional por margem estreita.
O pânico entre investidores fez o Ibovespa cair acentuadamente e levou a B3 a interromper temporariamente as negociações; o real sofreu forte desvalorização e o Tesouro cancelou alguns leilões, refletindo temores sobre a política fiscal.
O presidente Lula se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para começar a trabalhar em medidas destinadas a restaurar a credibilidade e estabilizar os mercados.
Equipes do governo debatem opções concretas de ajustes fiscais, incluindo uma emenda constitucional para limitar o crescimento dos gastos, gatilhos permanentes de contenção, ampliação de poderes contingenciais e outras regras orçamentárias.
Tensões jurídicas e políticas pós-eleição continuam: a Polícia Federal, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, intimou o senador Flávio Bolsonaro a entregar seus passaportes. O candidato derrotado disse que buscará anular o resultado, mas seu partido formalmente reconheceu a vitória.