Dino diz que pessoas acorrentadas, chicotes e símbolos nazistas não podem voltar às eleições
Fotos e vídeos que mostram homem negro algemado em ato pró-Bolsonaro e uma saudação nazista motivaram investigações de órgãos de igualdade racial, Ministério Público e polícia
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino publicou nesta segunda‑feira uma mensagem pública condenando “pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas” como ilegais e pedindo respeito ao pluralismo político e mensagens de paz.
Vídeos e fotos que circularam online mostram um homem negro conduzido acorrentado durante um ato de campanha na Barra da Tijuca, e outro manifestante xingava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; as imagens também parecem mostrar o homem acorrentado com adesivos ligados ao PT e segurando um tridente.
O Ministério da Igualdade Racial encaminhou pedidos formais de investigação ao Ministério da Justiça e ao Ministério Público Regional Eleitoral do Rio, e promotores e polícia abriram ou registraram inquéritos sobre os episódios.
Separadamente, um ataque a uma carreata em Montes Claros deixou a vereadora do PT Iara Pimentel agredida e está sob apuração da Polícia Federal, e uma saudação nazista gravada no Rio foi registrada na 10ª DP e comunicada à federação judaica local.
Ministros do STF têm defendido união e diálogo institucional. O Brasil inicia a transição pós‑segundo turno após a reeleição de Lula, e autoridades dizem que são necessárias investigações responsáveis porque as imagens de pessoas acorrentadas evocam violência racial histórica e aprofundam a polarização política.