‘Exército do Lula’ no WhatsApp mobilizou milhões e virou peça central na reeleição de Lula

Crescimento rápido com intervenções judiciais aponta novo modelo de campanha de base que testa regras eleitorais do Brasil.

Hoje, 03:54

André Janones montou o Exército do Lula como um canal de transmissão no WhatsApp que cresceu de dezenas de milhares para mais de 10 milhões de usuários no segundo turno da campanha de 2026 e passou a emitir “missões” diárias para coordenar ações online e de rua.

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O canal usava linguagem de estilo militar — seguidores chamados de “soldados”, tarefas rotuladas de “missões”, Janones apresentado como “general” — e promovia transmissões ao vivo, impulsionamento de hashtags e compartilhamento em massa para amplificar conteúdo pró‑Lula em várias plataformas.

As autoridades eleitorais brasileiras intervieram no canal durante o segundo turno: o ministro Nunes Marques determinou uma suspensão e o corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva depois autorizou um retorno parcial. A campanha passou a formalizar o canal como propaganda eleitoral registrada.

Lula elogiou publicamente Janones após a vitória e figuras internacionais, como o ex‑presidente da Colômbia Gustavo Petro, reconheceram a mobilização, o que levou Janones a oferecer apoio a movimentos de esquerda no exterior sem assumir cargo no governo.

A ascensão de Janones vem acompanhada de controvérsias anteriores, que incluem remoção de postagens pelo TSE, um acordo de não persecução penal em 2024 relacionado a uma alegação de ‘rachadinha’ e suspensão de três meses pelo Conselho de Ética da Câmara, deixando questões legais e de responsabilização em aberto enquanto a organização digital ganha força política.

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