Lula desafia Flávio com divulgação condicionada de registros bancários e telefônicos
Pedido formal leva disputa por transparência pessoal ao TSE e pode influenciar percepção dos eleitores antes do segundo turno em 25 de outubro
Lula protocolou na terça-feira um pedido no TSE para que sejam publicados oito anos de registros bancários, fiscais e de telefonia seus, de sua esposa e de cinco filhos, com a condição de que Flávio Bolsonaro e sua família façam o mesmo.
O TSE sorteou o ministro André Mendonça como relator do pedido de Lula, e ele concedeu uma liminar que manteve no ar um comercial da campanha de Flávio que vinculava um protesto pró-Lula ao PCC e ao Hamas, determinando apenas uma correção técnica.
O corregedor do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou separadamente que determinadas publicações vinculadas ao PL não fossem republicadas, incluindo material que o plenário do TSE havia considerado lícito anteriormente, ressaltando decisões divergentes sobre os critérios de remoção.
O Ministério Público do Trabalho confirmou o recebimento de denúncias de que servidores comissionados da prefeitura de São Paulo e organizações parceiras pressionaram funcionários e trabalhadores de ONGs a apoiar Flávio; as alegações estão em análise.
Lula antecipou o pagamento de parcelas de outubro do Bolsa Família com um reajuste de 15,04% e vinculou a medida à mobilização da semana passada; o organizador da campanha André Janones ficou internado com arritmia após o debate e está agora clinicamente estável.