Lula acusa Flávio Bolsonaro de ligação com milícia e de negócio com suspeito do INSS
Declaração em live de campanha amplia disputa jurídica que liga investigações de fraudes no INSS a um rival e pode influenciar votos em eleição apertada
Lula afirmou em uma live de campanha no domingo que seu filho Fábio Luís Lula da Silva “vai pagar caro” se as investigações comprovarem irregularidades e acusou diretamente o senador Flávio Bolsonaro de ter ligação com milícia.
A Polícia Federal conduz vários inquéritos sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência ligado à investigação das fraudes no INSS, e investigadores citam mensagens que pedem sua ajuda em negociações de contratos para produtos à base de canabidiol e para testes de dengue.
Reportagens citadas por Lula mostram que a Bravo Grafeno, empresa ligada a Flávio Bolsonaro, está registrada no mesmo endereço comercial usado por diversas empresas que a cobertura investigativa liga a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Flávio Bolsonaro negou qualquer envolvimento no esquema do INSS e na reportagem sobre compartilhamento de endereço, enquanto Lula fez referência a ações anteriores da PF e ao caso do Banco Master para enquadrar suas acusações.
A disputa se soma a uma investigação maior sobre fraudes no INSS que já levou a prisões e à devolução de bilhões de reais a beneficiários, e insere uma dimensão jurídica em um confronto presidencial apertado, a cerca de três semanas do primeiro turno.