Kelly Clarkson diz que é “obsessiva” por ChatGPT e pede chart separado para músicas feitas por IA
A cantora apoia a IA como ferramenta criativa, mas defende que faixas totalmente geradas por IA não concorram nas mesmas paradas que artistas humanos.
Em 1º de outubro de 2026, Kelly Clarkson disse ao podcast Las Culturistas, apresentado por Bowen Yang e Matt Rogers, que está “obcecada” por ChatGPT, brincando que o chatbot é seu “amante” e que o usa para tarefas como design de interiores e comunicação de equipe.
Ela afirmou apoiar a IA como ferramenta criativa, mas defendeu que músicas totalmente geradas por IA não deveriam competir diretamente com artistas humanos nas mesmas paradas musicais, sugerindo a criação de um chart separado para música de IA.
As declarações provocaram reação rápida online: alguns fãs criticaram a posição por motivos ambientais, de direitos autorais e de autenticidade artística, enquanto outros apoiaram a ideia de ranking separado.
A discussão ocorre num momento em que a indústria já busca soluções. A Billboard e a empresa de dados Luminate anunciaram planos para rotular faixas criadas por IA, e países como a Austrália tornaram gravações totalmente geradas por IA inelegíveis para suas paradas oficiais.
O debate pode influenciar a forma como streams são rastreados e monetizados, aumentar a pressão sobre plataformas de streaming para detectar uploads sintéticos e afetar processos judiciais e negociações políticas em curso sobre dados de treinamento, transparência e proteção de criadores humanos.