Engenheiro do Departamento de Energia dos EUA é preso em Washington por tentativa de ajudar houthis
Autoridades dizem que ele comprou precursores de explosivos, viajou em 2025 rumo ao Iêmen com passaporte oficial antigo e ofereceu orientação técnica a supostos integrantes do grupo.
Um engenheiro ligado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) foi preso em 1º de outubro de 2026 e acusado por promotores federais de tentar prestar apoio material a um grupo que os EUA designaram como organização terrorista estrangeira.
Os procuradores afirmam que investigações rastrearam compras feitas entre o fim de 2024 e o início de 2025 de produtos químicos precursores e componentes comumente usados para fabricar explosivos caseiros, além de peças usadas na construção de drones.
Documentos judiciais dizem que, em setembro de 2025, Ashton Hamed Ellaboudy viajou de Richland (estado de Washington) para Omã e depois em direção ao Iêmen usando um passaporte oficial emitido quando ele trabalhou para o U.S. Army Corps of Engineers. Ao ser questionado pela Customs and Border Protection, segundo a acusação, Ellaboudy afirmou que a viagem era a serviço do governo, mas seu supervisor no DOE declarou que tal viagem não havia sido autorizada.
O FBI recorreu a fontes humanas confidenciais, incluindo uma pessoa que se passou por um coronel houthi, e gravou interações nas quais, segundo a denúncia, Ellaboudy testou e modificou geradores solares e equipamentos de comunicação, forneceu esquemas e deu orientações técnicas.
O Hanford Field Office, ligado às operações de limpeza do complexo nuclear de Hanford, informou que os investigadores não identificaram ameaça ao local. Ellaboudy enfrenta pena de até 20 anos de prisão se for condenado. O caso segue em andamento, com audiência inicial marcada para sexta-feira.