Jerônimo defende vagas no ministério para o Nordeste em eventual governo Lula a partir de 2027
Ao citar nomes concretos, governador reeleito da Bahia marca regionalismo na disputa por espaço na coalizão e na sucessão
Jerônimo Rodrigues afirmou nesta quarta‑feira que o Nordeste deve ter representação formal no governo de Lula para o mandato que começa em janeiro de 2027, ao mesmo tempo em que defendeu o respeito à prerrogativa exclusiva do presidente de nomear ministros.
O governador reeleito da Bahia mencionou publicamente possíveis nomes nordestinos para ministérios, citando Rui Costa, Camilo Santana, Rafael Fonteles, Wellington Dias e Flávio Dino como opções experientes para compor a equipe de Lula.
Jerônimo buscou equilibrar a demanda por reconhecimento regional com deferência ao presidente, dizendo que cabe ao chefe do Executivo escolher o gabinete e que a região aceitará as decisões presidenciais.
Ele ampliou a conversa política ao afirmar que o sucessor de Lula não precisa necessariamente ser do PT, citando o vice‑presidente Geraldo Alckmin como exemplo de aliado fora do PT que poderia ter papel de destaque numa coalizão mais ampla.
O movimento por vagas ministeriais ocorre em meio a debates sobre segurança e prestação de contas na Bahia, incluindo um inquérito aberto da Polícia Federal sobre as interrupções de ônibus no dia da eleição em Salvador e as declarações do governador sobre queda em indicadores de mortes violentas após a contratação de quase 12.000 policiais e a implantação de câmeras com reconhecimento facial e corporal.