Inflação americana mais fraca puxa recursos para ativos brasileiros antes do primeiro turno
Leitura do core PCE diminuiu chances de aperto próximo do Fed e atraiu entradas rápidas no Brasil, embora petróleo acima de cerca de US$100 e juros longos dos EUA limitem ganhos
Na quarta-feira, o índice de gastos com consumo pessoal (core PCE) dos EUA subiu 0,2% em agosto, abaixo do consenso de 0,3%, reduzindo a pressão de curto prazo sobre as taxas de juros americanas de curto prazo.
O core PCE mais brando derrubou os rendimentos de títulos do Tesouro norte-americanos de curto prazo e ajudou a abrir em alta as ações dos EUA, à medida que investidores reduziram as apostas em um aumento de juros em outubro.
Ativos brasileiros tiveram entradas rápidas e alta de preços após a divulgação do PCE: o Ibovespa subiu cerca de 1%, o real se valorizou fortemente e as taxas futuras domésticas caíram de forma marcante.
Pesquisas que mostram uma disputa presidencial apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro estimularam participantes do mercado a aumentar exposição a ações e títulos brasileiros nos dias que antecedem o primeiro turno, em 4 de outubro.
A alta do petróleo Brent acima de cerca de US$100 o barril e a persistência de juros longos elevados nos EUA limitam a alta, e o bitcoin se manteve perto de US$84.000, sem reação imediata aos dados de inflação americanos.