Governo proíbe apostas online e sanciona lei de profissionalização do futebol feminino
Medida provisória corta receita de clubes que tinham patrocínios de apostas; nova lei fixa regras para clubes formadores e prazo para retirada de saldos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na sexta-feira uma medida provisória que proíbe apostas esportivas online, intermediação e publicidade, e estabeleceu prazo até 5 de outubro para que usuários retirem saldos de conta.
A proibição das apostas ameaça imediatamente as finanças dos clubes: 14 das 20 equipes da Série A tinham patrocinadores do setor e o contrato do Flamengo com a Betano é reportado em R$ 268,5 milhões por temporada — perda que o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, diz poder afetar a folha de pagamento e o planejamento.
O sindicato nacional dos clubes, SINAFUT, pediu ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da medida provisória ou a concessão de um período de transição de seis meses. Os clubes vão se reunir com o governo para quantificar as perdas de receita. O Congresso analisa a MP.
A organização Fatal Fans/Fatal Model diz ter oferecido contratos de master-sponsor, incluindo uma proposta de R$ 120 milhões por um ano ao Corinthians, segundo relatos, mas o Flamengo negou qualquer negociação e afirmou que tomará medidas legais pelo uso indevido de imagens do uniforme.
Na segunda-feira, Lula sancionou a Lei nº 15.522, que profissionaliza o futebol feminino em preparação para a Copa do Mundo de 2027: a norma exige que clubes formadores certificados mantenham equipes femininas, limita o número de jogadoras não profissionais por elenco e atribui ao Ministério do Esporte a elaboração de um plano de legado dos torneios.