Google amplia usina virtual e fecha acordo para cerca de 1.070 MW no PJM
Programa paga residências e empresas para reduzir consumo em horários de pico, liberando capacidade para os data centers em vez de construir novas usinas.
O acordo anunciado na quinta-feira amplia um piloto de junho, que era de 100 MW, para cerca de 1.070 MW de capacidade despachável na rede PJM por meio da Voltus.
A Voltus vai agregar pequenas reduções controláveis vindas de termostatos inteligentes, carregamento de veículos elétricos, baterias e cargas comerciais, e pagar aos participantes para conter o consumo quando a rede estiver tensionada.
A Voltus, que recentemente captou US$ 225 milhões e já gerencia aproximadamente 9.500 MW de capacidade de usina virtual (VPP) em nível nacional, afirma que a VPP no PJM já foi acionada em operações reais durante picos de demanda e interrupções por manutenção.
A escalabilidade do modelo enfrenta limites práticos: cadastrar muitos clientes é um processo lento; regras de mercado e acesso a dados de medidores variam por região; e alguns operadores de rede questionam verificação e confiabilidade.
Se for bem-sucedido em larga escala, o modelo pode entregar capacidade mais rápida e com emissões menores e reduzir preços de pico para consumidores. Mas estimativas do Departamento de Energia dos EUA e a meta da Voltus de 20 GW até 2030 mostram que o impacto de longo prazo depende de políticas públicas e da cooperação de distribuidoras e operadores.