General Atomics mostra drone Wildfire como opção mais barata para substituir o MQ‑9
Empresa diz que projeto de longo alcance e grande carga pode atender meta de US$10 milhões por célula para operações em massa, mas reivindicações ainda não foram verificadas
A General Atomics apresentou o Wildfire em 9 de setembro, com imagens e declarações que colocam o projeto — uma plataforma MALE (Medium Altitude Long Endurance) desenhada do zero — como candidata ao esforço Massed Modular Aircraft da Força Aérea dos EUA e da Defense Innovation Unit (DIU).
Oficiais da Força Aérea e da DIU estão cobrando protótipos rápidos e metas rígidas de custo, mirando cerca de US$10 milhões por aeronave, sem contar sensores, para viabilizar operações atritáveis e empregadas em grande número.
A General Atomics afirma que o Wildfire mantém forma semelhante à do MQ‑9, mas elimina a protuberância dorsal de SATCOM, declara alcance de ferry superior a 8.000 milhas náuticas e exibe, em renderizações da empresa, cargas de dois LRASM ou quatro Joint Strike Missiles.
A empresa também diz que o Wildfire será modular e usará autonomia e IA para emaranhar dezenas de aeronaves em ataques semiautônomos em massa. Essas alegações sobre rede entre aeronaves e capacidade de produção em escala, porém, ainda não foram verificadas por testes independentes.
A pressão por um substituto para o MQ‑9 aumentou após elevada atrição do Reaper e o fim da produção do aparelho, o que deixa a Força Aérea dos EUA com uma frota MALE menor e eleva os riscos de verificação, capacidade de fornecedores e cronograma antes de um emprego amplo.