Flávio Bolsonaro aciona o TSE para retirar centenas de posts pró‑Lula
TSE recebeu o pedido, mas suspendeu decisões imediatas e pediu que a campanha identifique responsáveis por cada publicação contestada.
A campanha de Flávio Bolsonaro protocolou na quarta‑feira, 14 de outubro, um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral para remover 221 publicações e suspender temporariamente 32 contas que, segundo ela, teriam participado de difusão coordenada de conteúdo falso ou descontextualizado.
O documento alega a existência de uma rede de 1.525 perfis que usariam um recurso de coautoria chamado collab para amplificar postagens idênticas e isola 218 itens contestados que a campanha classifica como 24 falsos e 194 descontextualizados, com milhões de visualizações e interações declaradas.
A petição nomeia políticos, coletivos e veículos ligados à coalizão do presidente Lula e pede medidas graduadas, reservando as sanções mais duras para 32 contas descritas como núcleos de produção, ao passo que propõe remoção ou monitoramento para outros grupos de perfis.
O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu o caso, mas negou concessões imediatas de suspensão ou remoção, determinando que a campanha individualize quais titulares de contas e qual conduta específica deve ser atribuída a cada publicação contestada antes de decidir sobre medidas urgentes.
Caso o tribunal venha a concluir haver uso coordenado das redes sociais, a campanha pede abertura de investigações criminais e eventual cassação dos registros ou diplomas de Lula e de Alckmin, medida que teria grande impacto eleitoral e deve desencadear novos embates jurídicos e políticos.