Ferrari diz que ADUO 2 não eliminou déficit de potência para a Mercedes
FIA considerou a unidade da Red Bull referência e limitou upgrades dos rivais; ganhos até agora são pequenos e dependem do traçado.
A Ferrari reconheceu, após o fim de semana em Monza, que a segunda atualização ADUO do motor trouxe apenas ganhos incrementais de potência e não supriu a deficiência de ‘pure power’ em relação à Mercedes.
A primeira avaliação ADUO da FIA apontou a Red Bull Powertrains como o motor de referência (benchmark) de motor térmico (ICE), o que impede a Red Bull de atualizar sua especificação e, ao mesmo tempo, permite que a Mercedes faça uma atualização e que Ferrari, Audi e Honda façam duas cada.
O fim de semana em Monza mostrou como circuitos sensíveis à potência ampliam o déficit: o acidente de 60G de Charles Leclerc na primeira volta e o sexto lugar de Lewis Hamilton evidenciaram consequências na pista, observou Fred Vasseur.
A equipe cliente Haas, que usou a unidade ADUO 2 da Ferrari em Monza, descreveu a mudança como “benéfica, mas não um divisor de águas”. A Red Bull ridicularizou publicamente a decisão ADUO nas redes sociais.
Equipes afirmam que o processo ADUO mede apenas a potência do motor de combustão interna, e não a forma de utilização do sistema híbrido. Por isso, os fabricantes encaram as atualizações desta temporada como passos de curto prazo, com um novo motor da Ferrari e uma recuperação mais ampla planejados para 2027.