Fed mantém juros entre 3,75% e 4,00% e dois diretores votam contra
Tom cauteloso e dependente de dados do presidente Kevin Warsh mantém possibilidade de novos aumentos e aumenta volatilidade em moedas, títulos e ações no mundo.
O Federal Reserve votou 10 a 2 na quarta-feira para manter a taxa básica de juros entre 3,75% e 4,00%, afirmando que a atividade nos EUA está forte, a inflação continua elevada e o comitê aguardará mais dados antes de mudar a política.
O presidente Kevin Warsh disse a repórteres que reservará reuniões específicas em 2027 e 2028 para discussões estratégicas e se recusou a dar orientação futura, sinalizando que o Fed pode agir novamente se a inflação não ceder.
Os mercados oscilaram após a decisão: o dólar ficou mais fraco, porém volátil; as ações de tecnologia dos EUA registraram ganhos modestos; a Europa teve pregão misto; e a volatilidade dos rendimentos de títulos aumentou.
No Brasil, a reeleição surpresa de Luiz Inácio Lula da Silva tem provocado forte venda local: investidores estrangeiros e institucionais retiraram R$6,1 bilhões na primeira sessão pós-eleição, e o Ibovespa caiu quase 17% na semana, empurrando os juros de longo prazo locais para cima.
Uma forte alta do petróleo, para cerca de US$116 por barril, contribuiu para o estresse nos mercados ao elevar os riscos de inflação no curto prazo, o que pode influenciar decisões de bancos centrais e aumentar custos para empresas e famílias.