Equipe de Lula avalia promotor Lincoln Gakiya para novo Ministério da Segurança Pública
Criação da pasta depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado para redistribuir atribuições e permitir orçamento próprio para a segurança federal.
A criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação, no Senado, da PEC da Segurança, que permitiria redistribuir responsabilidades hoje do Ministério da Justiça e prever um orçamento separado para a segurança federal.
Esta semana, o promotor do Gaeco Lincoln Gakiya, conhecido por ações contra o PCC, disse a jornalistas que aceitaria um convite formal para chefiar a nova pasta, mas afirmou que não recebeu nenhuma oferta oficial ou sondagem.
Vários veículos apontam que os ex-governadores Rui Costa e Camilo Santana também estão na lista de cotados. A equipe de Lula tem avaliado perfis que combinem capacidade técnica com experiência política.
No currículo de Gakiya está o pedido de transferência, em 2019, de Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola) e décadas de operações contra o PCC. Ele vive sob escolta armada 24 horas por dia devido a ameaças de morte.
A nomeação de Gakiya sinalizaria uma postura mais dura e institucionalizada no enfrentamento do crime organizado, mas o escopo do plano, o orçamento e as competências entre União e estados ainda dependem de negociação no Congresso e de pressões por prestação de contas públicas.