Falsa alegação sobre padroeira do Brasil leva a decisões judiciais nos últimos dias de campanha
Ordens divergentes do Supremo e uma determinação de remoção pelo TSE geram escrutínio legal que pode influenciar eleitores católicos no primeiro turno de 4 de outubro.
Uma publicação viral alegou falsamente que o senador Flávio Bolsonaro planejava retirar Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, após internautas encontrarem um projeto de 2007 arquivado e ligado a um aliado de Bolsonaro.
Bolsonaro negou a acusação, chamou-a de fake news e apresentou queixas que provocaram intervenções judiciais e investigações policiais sobre ataques a imagens religiosas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu publicamente a padroeira para conquistar eleitores católicos, e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu que não se responda a mentiras com mentiras.
Ministros do STF emitiram decisões rápidas e conflitantes — o ministro André Mendonça determinou remoções, o ministro Flávio Dino reverteu essa decisão, e o ministro Luiz Fux então levou o caso ao plenário do Supremo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção da postagem em 1.º de outubro.
Pesquisas apontam pequenas mudanças nas intenções de voto, com eleitores católicos migrando em direção a Lula e evangélicos mantendo-se mais favoráveis a Bolsonaro; a decisão do plenário pode afetar uma parcela reduzida de votos que pode decidir a eleição.