Falha no resfriamento da Honda deixa Aston Martin com duas desistências no México
Montadora diz que circuito de resfriamento do ERS ficou sobrecarregado em altitude e que telemetria vai orientar redesenho da unidade de potência para 2027.
As duas Aston Martin pararam nas primeiras voltas do Grande Prêmio do México depois que as equipes registraram sinais anormais de pressão e falhas no resfriamento do ERS, forçando as desistências na pista.
Shintaro Orihara, chefe de pista da Honda, assumiu a responsabilidade e afirmou que o fabricante subestimou o estresse térmico; os dados de corrida serão levados à instalação da Honda em Sakura para desenvolver correções.
O problema apareceu no treino classificatório e na corrida, apesar de sessões de treinos livres sem anomalias, o que tornou a falha difícil de prever e impediu mudanças de curto prazo que evitassem o duplo DNF.
O ar rarefeito da Cidade do México — cerca de 20% menos denso a aproximadamente 2.250 metros de altitude — aumentou a demanda sobre o turbo e o resfriamento, expondo uma fraqueza agravada pela remoção do MGU‑H da arquitetura da unidade de potência em 2026.
O resultado prejudica o fim de semana de corrida da Aston Martin e o moral da equipe, transforma a etapa de São Paulo em um teste inicial para medidas de curto prazo e integra o trabalho de revisão em duas fases da Honda que mira um redesenho da unidade de potência para 2027.